Estou escrevendo este email no dia 3 de Outubro de 2006, 16:31 horário de Mannheim, Alemanha (11:31 horário de Brasília, aqui são 5 horas a mais). Vou logo avisando que é longo, mas pode ser considerado como uma lição de vida. Se sua vida tá uma merda, sempre tem alguém que está pior do que você. E lendo isso aqui, vocês no mínimo irão rir da desgraça de outro, que no caso sou eu.
Acho que todos vocês já leram aquele email entitulado “Um dia de merda” em que tudo dá errado pro cara, que está para embarcar num avião e de repente é acomedido por uma caganeira semelhante a uma hecatombe nuclear. Se nunca leram, corram atrás, é muito bom. Além de também ser uma lição de vida.
Bom, meu dia de merda (na verdade meus dias de merda) começaram não no dia que cheguei em Mannheim, até aí correu tudo maravilhosamente bem, o que eu, claro, estranhei. Fiquei os primeiros 4 dias no flat de Eduardo. A mãe dele já estava lá também, mas ele já havia me previnido do fato de todos os vôos para outras cidades da europa saírem pela manhã cedo, não tendo trem para ir de Mannheim para Stuttgart ou Frankfurt, tendo que passar a noite em um desses aeroportos. Eu, prevenido como sou, comprei um daqueles colchões de ar, que passa no 1406 (leia-se catorze-zero-meia), na minha viagem anterior a Europa. Coloquei-o na mala e “vamo simbora”. Passei estas 3 noites dormindo neste colchão. Isto serviu para definitivamente atestar que ele só serve para algumas poucas noites, de quebra-galho mesmo. Minha coluna que o diga.
O flat de Eduardo era muito show. Perto da Hauptbahnhof – estação de trem principal da cidade, da Universidade e do centro da cidade. Não era necessário pegar onibus, bonde ou trem pra canto algum, a não ser que você estivesse indo para outra cidade. Tinha uma cama de casal, mobília nova, conecção wireless, banheiro com água quente (nem precisava falar disso, mas sempre é bom frisar). Além disso o prédio possuia uma infra-estrutura show de bola, com um salão de festas – onde rolam aquelas festas estilo “connecting people”, pro povo se conhecer e praticar alemão. Também tinha lavanderia e um jardim de inverno no fundo do prédio, quase que como um quintal, no melhor estilo das casas americanas (não a loja, mas dos USA). O flat já vinha com louça e um aspirador de pó (não pensem que isso é insignificante!!! Imagine ficar 2 meses numa casa sem poder limpar ela e sem ter ninguém para fazer isso!).
Quinta e sexta foi para conhecer a cidade, fazer as primeiras compras imprescindíveis numa cidade onde ninguém fala sua língua e pouquíssimos falam/arranham um inglês – um ipod ou similar. Um adaptador pro laptop também se faz necesário, já que por aqui as tomadas são diferentes, a máquina digital foi comprada no free shop no aeroporto em Hellcife.
Por falar em aeroporto, no dia do meu embarque – de Hellcife para Lisboa – tava o maior movimento no embarque internacional. Vários agentes da PF, armados até os “fios de cabelo” – notem que é bem mais que “até os dentes”. Comprei minha máquina, um cartão SD de 1GB e fiquei sentado esperando pela hora de adentrar no maravilhoso avião da TAP, que possui o melhor atendimento e comissários que eu já vi. Só perdem mesmo para os comissários de bordo do busão que vai de João Pessoa para Natal, esses sim são brutos. Um dos agentes, um careca que parecia lutador de vale tudo ficou me olhando feio. Pensei em perguntar se ele tava com fome… mas prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, e eu pude seguir viagem (dias mais tarde, fiquei um pouco arrependido de não ter feito a pergunta).
Depois fiquei sabendo que nesse dia teve uma apreensão enooooooooooooooorrrrrrrmmmmmmmmmeeeeeeeee de drogas indo para Lisboa. Ufa… quase que me pegam… eu tava vindo com alguns drafts de artigos e do meu modelo de maturidade de reuso…Mas, voltando a Mannheim. Sábado fomos para Köln, para vocês POBRES QUE NÃO VIAJAM PARA A EUROPA, essa cidade também é conhecida por Colonia. Primeira atividade: conhecer a famosa igreja de Köln, que fica do lado da Hauptbahnhof de lá (adorei essa palavra, é uma das poucas em alemão que eu aprendi). Estamos visitando a igreja, massa e tal… até que a mãe de Eduardo cisma de ir na torre. “Dois euros só, eu vou e tal” disse ela. E eu querendo não gastar muito, porque acabei de chegar, eles já estavam voltando, tinham mais é que torrar. Mas acatei a decisão da maioria e fui. PUTA QUE O PARIU!!! O FILHO DA PUTA DO ARQUITETO DEVE TER TIDO UM CHEFE CORONEL… a porra da torre tinha sabe-se lá quantos metros de altura… só sei que pra subir foram uns 30-40 minutos. Mostrarei as fotos para provar. De resto o passeio foi tranquilo. Menos pela pizza do almoço… foi cara e tava uma bosta. Jantamos no Burger King para não correr riscos.
O domingo tava indo perfeitamente bem. Acordamos, fomos almoçar num restaurante alemão. Chegou a tarde e a hora de ir pra casa. Eu já tinha vindo aqui no meu apartamento (vejam que não o chamei de flat como o de Eduardo) na sexta, e o ambiente do meu bairro não me apeteceu. Daí não queria vir pra cá a noite, sabe-se lá o que eu poderia encontrar, mesmo porque estava indo com algumas malas. Me despedi de Eduardo e sua mãe e segui para o ponto que tinham me indicado, onde eu pegaria o busão. Me deram uns mapas e uma lista com os horários do onibus, era sempre aos 19, 39 e 59 minutos. Show, cheguei no ponto eram exactamente 17:16 (horário de Mannheim). Passou mais de uma hora e nada de passar nenhum onibus. Disgrama, pensei, definitivamente tá tudo errado. Passa o primeiro tiozinho que não fala inglês. Depois outro. O terceiro. Uma quarta tiazinha. E foi passando gente. Até que quando estava para completar 2 horas esperando por um onibus que não vinha passam três alunos da universidade. Dos três um entendia inglês, mas só sabia falar “ãhn”, I, you e sorry. À duras penas compreendi que hoje (domingo) não passa onibus por ali. Fiquei olhando para uma plaquinha e compreendi que “Sonn-und Feiertag” queria dizer Domingos e Feriados. Estava me transformando num auto-didata. Eu não fazia nem idéia de onde teria outro meio de locomoção e peguei outro táxi (já havia pego um para vir aqui pela primeira vez) e paguei mais 11,30 euros. O taxista passou na frente do antigo quartel do corpo de bombeiros e me disse que ali tinha virado uma boate/casa de show, muito bom para ir. Aí ele continua descrevendo o lugar e eu capto a informação de que é um point GLS (e se eu não estou prestando atenção seria GLSD, onde eu seria o Desinformado). Ele disse que mesmo para quem não é gay, é um lugar muito interessante e divertido para ver mulheres lindas se beijando – e pela ênfase que ele dava, acredito que vá além disso.
Estava feliz, cheguei em “casa”. Subi as escadas, entrei no quarto, minha mala ainda estava lá, do jeito que eu deixei. Sinal de que não tentaram roubá-la (idiota, você está na Alemanha, Europa, se liga – pensei). Fui tomar um bom banho quente. Fui para a cozinha com o que Eduardo me deixou de comida (domingo nada abre por aqui) fazer um rango pra ver o domingo terminar. Eis que me deparo com uma cozinha estilo como a da República da Faixa de Gazza, Hellcife-PE, fica quando Alonso chega de alguma festa sem ter catado ninguém. Prontamente limpei o que eu iria – pensava que poderia – usar. Fiz meu lanche e voltei para o quarto. Fiquei lendo uns papers até que foi escurecendo. A cena da árvore na minha janela estava se tornando uma imagem depressiva. Então reparei que tava muito escuro… aí fui olhar pela janela e tive uma ótima visão. O único poste na frente do meu prédio não funciona!!! Que maravilha, como vou poder chegar em casa de algum lugar depois das 20:00 (horário que escurece?)? Ainda mais que aqui é como se fosse o Cabula VI ou CDU/Várzea, Bronx, ou algo similar. Cheio de mano mesmo – versão européia, mas são manos. O taxista me disse que aqui era lugar de bad girls e bad boys. EU tinha entendido no bom sentido… percebi que era no péssimo. Bom, já sabia que se ficasse de noite, era melhor dormir na estação de trem mesmo. Quando deito na cama começa o terrorismo. Um monte de alemão bêbado saindo do barzinho que tem acoplado ao prédio (isso mesmo, tem um barzinho com o sugestivo nome de Maxim’s – motel em Salvador) gritando um monte… e sabe-se lá o que. Isso durou até altas horas da madrugada.
Segunda pela manhã acordo cedo, decidido a conversar com a secretária na universidade para ela me arrumar um apartamento estilo o de Eduardo, pelo menos em termos de localização. E também para conseguir logo meu acesso a internet… saravá e bbox deviam tá bombando.
Meu primeiro onibus eu decidi pagar, 2 euros, mas fiz as contas e não vou gastar 120 euros com onibus nem com a porra! Peguei o onibus na direcao errada, mas ainda bem que é estilo circular. Um indiano filho da puta me informou o ponto errado. Cheguei são e salvo na universidade, 1 hora depois. Vim a viagem toda repassando tudo que eu ia falar pra ela, para meus argumentos tocarem no frio coração germânico dela. Subi as escadas, e quando chego na porta dela está fechada. Estranho, ela só trabalha pela manhã, das 8 às 12, e já passava de 9. Eis que tinha um recado na porta dela… meu alemão ainda não está avançado, mas deu para perceber que hoje ela não iria trabalhar, é claro. O que fazer? Lembrei de uma lanchonete que tinha “w-lan for free”! Mais 10 minutos de caminhada, chego lá e fechada. Tudo aqui só abre a partir das 10. Fui então no cyber café, do lado da estação, para ver. 3 euros a hora. Como sou mão de vaca e pirangueiro, decido esperar pela lanchonete, pegar a w-lan for free e tomar um café de 1,50 euros. Foi o que fiz. Consegui entrar na net, escrevi um email desolador, desesperado e depressivo pra ela, onde disse até que temia pela minha segurança aqui… hehehe. Transmiti notícias para os que se importam comigo (não, não são vocês eu sei). Deu a hora de ir almoçar e fui no RU da universidade. Sem comparações com o que eu conhecia de RU. Muito show com direito a 4 menus diferentes exibidos num monitor enorme na entrada do restaurante. O rango saiu por 2,20 euros, barato. Comi aquilo… uma batata e uma carne de porco (tem foto)… pqp, tava uma merda. Mas era uma merda no RU da alemanha né? A tarde passei na universidade, deixei minha mochila com o laptop no MY OFFICE (isso mesmo, eu tenho um office e você? e é bem melhor que word, excel e powerpoint) e saí para dar uma volta pela cidade com minha máquina digital.
Andei bastante, tirei algumas fotos e decidi que era hora de ir malhar para voltar pra casa ainda claro. Foi isso que fiz. Mas eis que quando estou indo para o ponto da universidade começa a chover… e eu pego essa chuva, no melhor estilo das chuvas de inverno em São Carlos por uns 30 minutos e nada a porra do onibus. Até que ele chega, fiz menção de pagar mas o motorista resmungou alguma coisa em alemão e me mandou passar direto. Fiquei com medo e obedeci. Cheguei em casa vivo e molhado, larguei minhas coisas e fui no mercado aqui perto. Comprar comida e outras coisas como um guarda-chuva. Comprei quase tudo que queria menos a porra do guarda-chuva, como esqueci dele!? Depois de arrumar tudo fui tomar banho quente. Saindo do banho, ouço um barulho estranho, olho para o lado (ah, esqueci de comentar que o banheiro é comunitário para os 4 quartos do meu corredor, assim como a cozinha) e percebo que tenho um vizinho. Aí eis que surge uma menina falando em alemão, claro. Digo que só falo inglês (hahahaha, até parece) e aí conseguimos estabelecer uma comunicação. O nome dela é Inga e ela é alemã. Só consegui entender isso, e nunca mais a vi desde então. Consegui dormir melhor, apesar dos gritos alemãs vindos da rua e das sirenes dos carros de polícia.
Terça (hoje, dia que escrevo este email) quis dar uma de experto. Acordei mais tarde. Fiz tudo cerrrrrtinho e desci pro ponto. Estava chovendo desde às 5 da manhã (horário de Mannheim) e ainda está, às 17:41 (horário de Mannheim)!!! Fui para o ponto, pegando chuva pois ainda não tenho minha porra de guarda-chuva caralho, e fico esperando no ponto que é coberto (na direção errada, mas eu tava ligado nisso). Vi uma menina lá no ponto, pegando chuva e pensei: como esses alemães são burros, tudo por causa da formalidade deles… tsc tsc. Vi o onibus e corri ponto ponto certo, ele chegou e eu subi. Dei o migué no motorista e passei direto como se tivesse o cartão ou sei lá que porra que não precisa pagar o busão, me sentindo o mais malandro carioca dos brasileiros. Vou ouvindo minhas músicas até que só tem eu no onibus, me levanto pra mudar de lugar e o motorista fala alguma porra no microfone do busao. Eles estao sempre falando quando vão parar num ponto. Não dou atenção porque não entendo porra nenhuma mesmo. E ele começa a subir o tom e percebo que ele está tentando estabelecer uma comunicação, vou lá e tento falar em inglês com ele… em vão. Mas pronunciei Hauptbahnhof (já disse que adoro essa palavra?) e ele faz um sinal positivo com a cabeça, fecha a porta do onibus e segue em frente. Volto para o meu lugar. Não passa 5 minutos e ele para em outro ponto. Vem um cara em direção ao onibus e faz algumas perguntas pro motorista, e eu esperando ele decidir se vai ou não subir. Quero chegar logo na universidade pra conversar com a secretária (já comentei que ela parece com Val? é igualzinha!!! incrível, vou perguntar se o sobrenome dela é Fontanette) sobre minha mudança. Eis que o cara vai embora e o onibus continua parado. Aí percebo o motorista tentando falar comigo, fazendo sinal para eu descer… o fdp tava me expulsando do onibus! Nazista filho da puta. Desci e mandei ele tomar no cu (falei mesmo, em alto e bom som). Logo depois passou um caminhão e me molhou todo (mais do que eu já estava por causa da chuva) e comecei a pensar na hipótese de Deus ser alemão, ou se ter algum São Fritz de plantão nesse horário e afim de sacanear com minha cara. Adotei a mesma estratégia e fui para o ponto do outro lado da rua, que era coberto e tentava refletir sobre o que poderia ter acontecido. Não era outro onibus, só tem um que faz essa linha. Até que depois de um bom tempo passa um alemão com cara de estudante. E ele falava inglês. Ele me disse que eu deveria pegar um trem, alguns metros mais a frente. Segui para a linha do trem, achei o ponto e vi que realmente tinha dois trens que iam para a Hauptbahnhof! Fiquei esperando e refleindo se iria comprar o ticket ou não, até que chega uma velhinha, simpática, com cara de vovó que serve leite com biscoito para os netinhos. E não é que ela cismou comigo? Chegou toda comunicativa… e nem dava espaço para eu falar nada. Eu só sorria e concordava com tudo esperando o momento de destroçar o coração da velhinha ao informar que não tava entendendo bolhufas do que ela falava. Parecia importante, tipo um discurso político (por falar nisso, e as eleições??? tomara que lula tenha tomado no meio do olho do cu de clo). Depois de uns 3 minutos consegui dizer que eu só falava inglês. Acho que ela entendeu que eu falava inglês, mas compreedia alemão, porque ela sorriu e continuou falando. Ou então ela estava me xingando, não sei. Foi chegando gente no ponto e a velhinha falando. Meu lado alonso começou a aflorar e fiquei pensando em sem querer esbarrar na velhinha quando o trem estivesse passando. Como não bebi, meu lado alonso não estava com forças. Chegou o trem e eu entrei. Fui para a estação morrendo de medo de entrar algum guarda e vir checar os bilhetes. O guarda não vinha mas fui reparando que a cidade estava meio pacata demais, as lojas estavam fechadas e já passava das 10:30. Até que reconheço o caminho e desço perto da universidade. Vou andando pelo centro, tudo fechado. Rezo pra ser por causa de chuva. Chego na universidade, completamente molhado (maldito guarda-chuva filho da puta que eu esqueci de comprar) e percebo que todas as minhas preces foram em vão. Tava fechada !!!! Então cai a ficha… era Feiertag (feriado)… PUTA QUE PARIU TRÊS VEZES FUTEBOLS CLUBE! Foda… o que fazer? A porra que eu ia almoçar de novo no RU (já comentei que passei a manhã inteira sentindo cólicas estomacais?) e decido ir ver se a lanchonete da w-lan estava aberta. Não estava, e minhas cólicas aumentam. Aí, para melhorar tudo esqueço da academia completamente e vou pra Burger King, perto do ponto onde soltei. Mais uns 5 minutos andando debaixo de chuva. Entro, peço primeiro um café, para me esquentar. Depois peço um rango. Almoço. O hamburger não cai bem… na verdade o composto café+carne bovina+cheddar+coca+batata não responde bem às minhas cólicas estomacais. Estou quase me cagando e decido que é melhor voltar pra casa. Se cago na Burger King a vigilância sanitária iria enterditar o lugar, seria menos um lugar para almoçar. Vou pro ponto. Passam-se 2 minutos e lembro da academia. Decido ir lá cagar e aproveito e malho depois. Faço isso.
Foi difícil para cagar meus amigos… primeiro porque tava cheio de gente no vestiário, e como sou novo por aqui, todo mundo me olhou. Por falar nisso já comentei que quase fui assediado aqui na academia? Na segunda eu tava malhando e reparei um cidadão de cabeça raspada mas com um rabinho estilo hare-krishna me olhando. Até que percebo que ele estava olhando demais. Termino de malhar e vou pro vestiário decidido a tomar banho e ir embora. Quando chego lá, o careca veio também. Desisti do banho neste dia e em todos os outros que estão por vir – volto fedendo pra casa, azar dos passageiros. Mas voltando, depois de malhar desço pro ponto. Nada do trem vir. Espero, espero e nada. Me reto e penso: o que é um peido pra quem está todo cagado? E decido ir andando… hahaha, eu às vezes me surpreendo com minhas brilhantes idéias. Já disse que ainda chove? Acho que vai chover até dezembro… VOltei andando… caminhei por uns 40 minutos até chegar aqui. Me perdi e me achei várias vezes, entretanto hoje eu sei me localizar no minúsculo mapa que cobre 1/3 da cidade e que não tem a região que eu moro. Subi, comi uns bolinhos que comprei ontem, tomei banho e estou aqui ouvindo PSIRICO DO POVÃO e escrevendo esta carta para vocês não lerem. Ainda estou com cólicas. Na verdade estou me esvaindo em merda, mas tudo bem.
Nessa caminhada passei pela base americana e li um adesivo num carro: don’t worry, be happy. Positivismo, esse é o segredo. Eis que me peguei pensando porque teria uma base do exército americano em Mannheim. Seria talvez por ser um centro de excelência em tecnologia? E aí me veio à mente a pergunta: como seria ter uma base dessas em são carlos? Fiquei uns 10 minutos rindo sozinho pensando em tudo que poderia acontecer e tudo que teria feito bêbado no período que estive por lá. Algumas pessoas e afastavam de mim quando eu passava rindo…
Passei pelo campinho de futebol e não tinha ninguém. Quando parar de chover, se parar, eu passo por lá pra jogar bola com os manos. Infelizmente não poderei registrar isso, senão levam minha câmera. Toda esquina por aqui tem uma lanchonete indiana que vende Kebap. Um sanduíche gigante e show de bola.
Acho que Inga fugiu, ou morreu afogada por aí. Não passa ninguém aqui na rua.
Mas tirando esses pequenos imprevistos, esses dias foram muito bem.
Abraços, tschuess !